quinta-feira, 4 de abril de 2013

ROSINHA MARIN EMED.........................


Meus netos tiveram o privilégio de conhecer o bisavô paterno, e como todos que o conheceram, dele não se esquecem. Meu sogro ficou conosco por algum tempo enquanto lutava por viver; até que se rendeu e se foi, deixando imensa saudade em todos, inclusive nos pequenos. Dia desses, dia de tomar vacina, Malu de quatro anos pergunta ao João de seis; _” Porque “tem” que tomar vacina?” João do alto de sua sabedoria responde:_”Pra não ficar doente, se não tomar pode até morrer”. Depois de alguns segundos, Malu indignada retruca: “Então porque não deram vacina pro biso?!!!” Entendi que “Seu” Zinho continua vivo na memória e na saudade dos bisnetos...se você quiser lições de amor, ouça as crianças. E como nos versos de Adelia Prado;_” O que a memória ama, fica eterno”.
De outra feita, Malu (sempre ela) me perguntou; _”Vovó, onde está tua mãe?”Completamente desarmada, respondi o que os adultos costumam responder pra encerrar tal assunto....mas não com Malu....._” Minha mamãe está no céu” e ela responde:_ “ Sei....ela morreu...... mas quando é que ela vai voltar?” Atordoada mudei de assunto; não saberia lhe explicar que a bisa já voltou...voltou no seu olhar curioso, na sensibilidade, nos seus olhos “de jabuticaba” e principalmente na doçura que encanta....
Muitas vezes ouvi minha mãe fazer uma espécie de acordo com Deus em relação aos netos;-“Será que os verei crescer, formar, casar...?”E ela viu a maioria deles formar, casar, e alguns lhe deram bisnetos que ela conheceu. Prometeu à cada neta uma colcha de crochê que ela fazia muito bem, depois de já ter feito a minha e das quatro noras ; cumpriu a promessa como uma missão antes de partir....Quando aguardávamos o nascimento do meu primeiro neto ela recomeçou;_ “Será que Deus permitirá que eu o conheça?” Lamentavelmente ela partiu antes do nascimento do João, ainda hoje tenho uma vontade irracional de contar pra ela cada graça dos meus netos, cada pergunta “matadora” da Malu.
Percebo que chegou minha vez de negociar com Deus para ver meus netos crescerem, se formarem......Não sei fazer crochê, mas quero deixar pra eles o meu melhor, o que eu gosto em mim e quero que permaneça vivo; Como Rubem Alves; ...”desejo deixar pedaços de minha alma para os meus herdeiros. E a minha alma é feita de poesia e música”. Quero deixar pra meus herdeiros o que aprendi com eles;_essa imensa capacidade de amar. Quero deixar também, humildade, compaixão, retidão, que aprendi com aquela artesã que fazia tão bem as colchas de crochê, e que partiu à exatamente oito anos, deixando enorme saudade.

GENTE BOA......ESTAVA COM UM PROBLEMA QUE NÃO CONSEGUIA ABRIR MEU BLOG MAS AGORA FOI SANADO PELA EXPERIÊNCIA E SABEDORIA DO MEU MANO SÉRGIO.
CONTINUEM PRESTIGIANDO ESSE ESPAÇO.OBRIGADA AMIGOS E AMIGAS.......

domingo, 31 de março de 2013

COMUNICADO À ADMINISTRADORA DO RELIARTEEORACÃO

COM SATISFAÇÃO INFORMAMOS QUE A OPERACIONALIDADE DESTE BLOG FOI RESTABELECIDA E ENVIAMOS MENSAGEM CONDIZENTE COM A FORMAÇÃO CRISTÃ DA ADMINISTRADORA.


AGRADECEMOS PELA PREFERÊNCIA AOS NOSSOS PRODUTOS.
SEU PROVEDOR.

sexta-feira, 8 de março de 2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER...


DIA INTERNACIONAL DA MULHER...... ( ROSA MARIN  EMED )
“Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Essa frase do livro de Simone de Beauvoir, “O segundo sexo” escrito em1949, foi uma bandeira nas manifestações feministas. Muito se conseguiu depois disso; igualdade de trabalho, de direitos, de respeito e de cidadania. Depois de muitos sutiãs queimados, as mulheres continuaram mulheres e os homens continuaram homens... felizmente.... Há diferenças que devem ser mantidas para não se perder a graça.
Tenho a ousadia de tomar para mim a frase de Simone de Beauvoir, transformada com o que penso. Talvez até na contramão do que ela realmente simbolizou. Nos tornamos mulheres, quando parimos....mesmo quando não somos mães. Quando parimos amor, compreensão, perdão.... Me refiro à maneira feminina de amar, que alguns homens privilegiados também possuem; essa capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender sem preconceitos e julgamentos. De perdoar mesmo sentindo dor...Dor é nossa especialidade; físicas ou emocionais, por mais intensas que sejam, o sexo frágil vira um gigante. Nos tornamos mulher, quando parimos a capacidade de sendo uma, nos transformarmos em duas, três...muitas... Só nós conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo....e bem! Somos “mulheres tornadas”, quando parimos a “bruxa” que existe em cada uma de nós, que adivinha, prevê, intui.... usando sensibilidade e intuição com sabedoria. Quando parimos indignação, e não tememos a luta em prol da dignidade, ética, justiça e respeito. Somos “mulheres que se tornaram”, quando parimos filhos, do nosso ou de outro ventre... Parir é dar à luz, é iluminar... .a vida de alguém...
Nos tornamos mulheres quando assumimos nossa sensualidade ...sem culpa e sem vulgaridade...No livro “Amêndoa”, a personagem Badra, vivendo na segunda metade do século xx, lamenta as mulheres reprimidas de seu tempo e de sua terra; _”essa calamidade que chamam decência, só se impõem às mulheres para fazer delas múmias maquiadas de olhos vazios”. Tanto quanto a repressão, a vulgaridade e o exagero na exposição de bundas e peitos de tamanhos estratosféricos que aparentam ter vida própria, parece também fazer das mulheres bonecas de corpos inflados e cabeças vazias. Não estou me referindo à vaidade; essa é absolutamente parte do universo feminino, é conseqüência da auto estima... cuidamos do que amamos.... não é incompatível com capacidade de trabalho, nem com conhecimento ou inteligência. Podemos sim presidir, faxinar, gerir, educar, curar, dirigir, pintar, costurar, cozinhar, construir etc...com os lábios vermelhos ou cor de rosa....batom não diminui o rendimento; nem a atividade física, nem aquela correção cirúrgica, nem as roupas da moda, o corte do cabelo, os preciosos cremes........ Aquela bolsa é o seu sonho de consumo? Se podes tê-la e vai te deixar feliz, porque não? Podemos ouvir a Nona Sinfonia de Beethoven, ler Dostoiévski, admirar uma obra de Rembrand, assistir um filme de Almodovar ...de saltos altos...
E o homem.... esse nosso parceiro impaciente, metódico, dono da verdade e que não se equilibra em saltos altos; ele que é de Marte enquanto a mulher é de Vênus, como na música de Edith Piaf , “C’est lui que mon coeur a choisi...”

Parabéns à todas as mulheres. Parabéns cunhadas, primas, sobrinhas, sobrinhas netas, em dobro àquela que espera minha sobrinha bisneta Maria, parabéns minhas amigas, parabéns minhas ajudantes... Minha gratidão às mulheres da minha vida; aquelas que me deram vida e aquelas que tornaram mais feliz a minha vida; Rosa, Joana, Maria, Mafalda, Maria Fernanda, Luciana, Thereza, Maria Luiza e Ana Julia. Exceto as pequenas que certamente se tornarão, são todas exemplo de mulheres que se tornaram.

Rosa Marin Emed.
Curitiba,8 de março de 2013.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ESSA É A ROSINHA......

Algumas pessoas se surpreendem com as relações amorosas longas; me refiro às longas mesmo; 30, 40 anos..., quase uma vida toda. Qual o segredo?!! A responsável é a repaixão....Como na música de Lulú Santos,”Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia....”Mudamos todos os dias, quem não muda é porque se recusa aprender, é ele, o aprender que nos transforma, nos torna “outro”, um outro passível ou não de ser “nova- antiga” paixão de seu parceiro; um outro passível ou não de se reapaixonar por seu “novo-antigo” parceiro. Acredito que venha daí as tais crises nas relações de sete em sete anos... quando resistem os sete primeiros...Em sete anos não mudamos apenas pele e cabelo; mudamos idéias, conhecimentos, gostos; nos transformamos em outro. Dificilmente como somos hoje, nos apaixonaríamos por quem nos apaixonamos há vinte anos tal qual era nessa época, e vice versa.
Crises??? Claro; ninguém mora em casinha de chocolate; as crises são as mudanças de um ou do outro ou de ambos.... À princípio assustam, causam estranhamento, depois causam repaixão...ou não...A própria palavra crise, para os gregos significa mudança, daí o risco de se tomar decisões em momentos de crise. Devemos ter a sabedoria em aguardar a compreensão das novas mudanças, e só então ficar ou partir. Como disse o poeta....” que seja eterno enquanto dure....”mas que seja verdadeiro; sem prazos nem falsas amarras.
Hoje, dia 28 de fevereiro de 2013 faz exatamente 37 anos que me casei, depois de 12 anos de namoro...Muito tempo...muita mudança, algumas crises, e muitas repaixões. Dia desses ouvi uma amiga, também casada há muitos anos dizer que ela e seu marido estavam prontos pra envelhecerem juntos. Meu ouvido ouviu assim, mas minha alma ouviu que estavam prontos prá se acomodarem juntos. Devo também estar pronta pra envelhecer porque esse é o único caminho, ainda que eu lute bravamente...Porém estou pronta para ser repaixão e me reapaixonar todos os dias para e pelo mesmo e diferente homem que acorda comigo diariamente...Que a repaixão continue a nos unir com nossas transformações, e a nos libertar de quem fomos... que continuemos aprendendo, mudando....vivendo.... juntos!
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

domingo, 24 de fevereiro de 2013

FESTIVAL DE PIZZAS...AS MELHORES DO BRASIL

ONTEM,23/02/2013, FIZ UM FESTIVAL DE PIZZAS EM CASA.MEUS AMIGOS,CLEIDE ,MONDINI,NATHÁLIA E SEU AMOR ESTIVERAM PRESENTES.ESSA FOI A ÚLTIMA.APIZZA DOCE,COM BANANAS,PÊSSEGO,CHOCOLATE RALADO,CREME DE LEITE E MUÇARELA.ISSO SEM CONTAR AS ANTERIORES  ,SALGADAS, DE VÁRIOS SABORES ,REGADAS COM UM BOM VINHO.

MOMENTOS AGRADÁVEIS TBÉM NÃO DEVEM,SER ESQUECIDOS POIS,POR MAIS QUE QUEIRAMOS,NÃO NOS ESQUECEMOS DOS TRISTES.
ESSES SIM,DEVEM FICAR PARA SEMPRE EM NOSSA MEMÓRIA JUNTAMENTE COM NOSSO ETERNO AGRADECIMENTO A DEUS PELAS PESSOAS QUERIDAS QUE ELE COLOCA AO NOSSO LADO NA VIAGEM DE TREM QUE REPRESENTA A NOSSA VIDA.ALGUNS DESCEM ANTES DO TEMPO,OUTROS MUDAM DE VAGÃO,OUTROS DESAPARECEM COMO POR ENCANTO ,MAS SEMPRE ENTRA NESSE TREM AMIZADES NOVAS QUE SURGEM PARA NOS FAZER FELIZES ATÉ SE COMPLETAR A VIAGEM.

OBRIGADA ,AMIGOS PELO CARINHO QUE A MIM DEDICAM.EU TAMBÉM AMO VOCÊS.
AOS QUE NÃOPUDERAM COMPARECER......SINTO MUITO,PERDERAM....

ENCONTREI O SEU CÃO...


HOJE EU ENCONTREI O SEU CÃO!!!

"Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto a maioria das pessoas já tem vários cães e quem não tem nenhum não quer um cão. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez ele estava bem longe da casa mais próxima, sozinho, com sede, magro e mancando por causa de um machucado na pata.

Eu queria tanto ser você no momento em que parei na frente dele! Então poderia ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular em teus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não o esqueceria. Poderia ver o perdão nos olhos dele por todo sofrimento e dor que passara na interminável jornada à tua procura. Mas eu não era você. E apesar de minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, os olhos dele viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.

Então ele se virou e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que o caminho o levaria a você. Ele não entendia porque você não o estava procurando. Ele só sabia que você não estava lá, sabia que
precisa te encontrar e que isso era mais importante do que comida, água ou o estranho que poderia lhe dar essas coisas.

Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Nem o nome dele eu sabia! Fui para casa, enchi um balde com água, coloquei comida numa vasilha e voltei para o lugar em que o encontrara.
Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele estivera descansando ao abrigo do sol. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa te encontrar.

Aguardei na esperança de que voltasse a buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida fizessem com que confiasse em mim; assim poderia levá-lo para casa, cuidar do machucado da sua pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que você não faria mais parte vida dele. Ele não voltou naquela manhã e a água e a comida permaneceram intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar teu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha que lhe daria o destino que você talvez achasse que o libertaria de todo o sofrimento pelo qual porventura estivesse passando.

Voltei ao mesmo lugar antes do anoitecer e não o encontrei. Na manhã seguinte, retornei e vi que a água e a comida continuavam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamá-lo pelo nome, tua voz lhe é tão familiar!

Comecei a caminhar na direção que ele havia tomado antes, mas sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.

Horas mais tarde e a uma boa distância do lugar onde o vira pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede já não o atormentava, sua fome fora saciada, suas dores haviam passado, o machucado da pata não o atormentaria mais. Seu cão estava morto. Livrara-se do sofrimento.

Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar ali antes para que eu pudesse ter visto brilho naqueles olhos vazios, nem que só por um instante. Rezei, pedindo que sua jornada o tivesse levado ao lugar que imagino você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá… E sofri, sofri muito, pois sei que se ele acordasse agora e se eu fosse você, os olhos dele brilhariam ao vê-lo e ele abanaria o rabo perdoando-o por tê-lo abandonado."

Autoria Desconhecida 

(CE)
HOJE EU ENCONTREI O SEU CÃO!!!

"Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto a maioria das pessoas já tem vários cães e quem não tem nenhum não quer um cão. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez ele estava bem longe da casa mais próxima, sozinho, com sede, magro e mancando por causa de um machucado na pata.

Eu queria tanto ser você no momento em que parei na frente dele! Então poderia ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular em teus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não o esqueceria. Poderia ver o perdão nos olhos dele por todo sofrimento e dor que passara na interminável jornada à tua procura. Mas eu não era você. E apesar de minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, os olhos dele viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.

Então ele se virou e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que o caminho o levaria a você. Ele não entendia porque você não o estava procurando. Ele só sabia que você não estava lá, sabia que
precisa te encontrar e que isso era mais importante do que comida, água ou o estranho que poderia lhe dar essas coisas.

Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Nem o nome dele eu sabia! Fui para casa, enchi um balde com água, coloquei comida numa vasilha e voltei para o lugar em que o encontrara.
Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele estivera descansando ao abrigo do sol. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa te encontrar.

Aguardei na esperança de que voltasse a buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida fizessem com que confiasse em mim; assim poderia levá-lo para casa, cuidar do machucado da sua pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que você não faria mais parte vida dele. Ele não voltou naquela manhã e a água e a comida permaneceram intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar teu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha que lhe daria o destino que você talvez achasse que o libertaria de todo o sofrimento pelo qual porventura estivesse passando.

Voltei ao mesmo lugar antes do anoitecer e não o encontrei. Na manhã seguinte, retornei e vi que a água e a comida continuavam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamá-lo pelo nome, tua voz lhe é tão familiar!

Comecei a caminhar na direção que ele havia tomado antes, mas sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.

Horas mais tarde e a uma boa distância do lugar onde o vira pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede já não o atormentava, sua fome fora saciada, suas dores haviam passado, o machucado da pata não o atormentaria mais. Seu cão estava morto. Livrara-se do sofrimento.

Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar ali antes para que eu pudesse ter visto brilho naqueles olhos vazios, nem que só por um instante. Rezei, pedindo que sua jornada o tivesse levado ao lugar que imagino você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá… E sofri, sofri muito, pois sei que se ele acordasse agora e se eu fosse você, os olhos dele brilhariam ao vê-lo e ele abanaria o rabo perdoando-o por tê-lo abandonado."

Autoria Desconhecida